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Protocolos Éticos de Intervenção no Atendimento à Mulher

Protocolos Éticos de Intervenção no Atendimento à Mulher

Formação prática para intervenção ética em agressões, com análise de risco, trauma informado e construção de protocolos institucionais.
Ferramentas, Instrumentos e Inventários Saúde e Sexualidade
  • 16 horas de carga horária
  • 8 aulas
  • 4 módulos
  • Última atualização 25/05/2026
  • Certificado de conclusão de curso

2x R$ 75,00

era R$ 397,00 R$ 150,00 à vista

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1 ano

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Fique tranquilo, você poderá participar desse curso em até 1 ano após a matrícula.

Sobre o Curso

O curso intensivo Protocolos Éticos de Intervenção no Atendimento à Mulher é uma formação estratégica voltada à qualificação técnica de profissionais que atuam com agressão, direitos humanos e relações institucionais. Com carga horária total de 16 horas, distribuídas em 4 encontros gravados, o programa integra fundamentos teóricos sólidos e aplicação prática imediata.

A formação aborda gênero e interseccionalidade como ferramentas analíticas para diagnóstico social, avaliação de risco e tomada de decisão ética. O conteúdo inclui trauma informado (Trauma Informed Care), comunicação não vi*lenta, ciclo da vi*lência, dinâmica vítima-autor, entrevista motivacional, construção de protocolos institucionais e articulação com a rede de proteção (DDM, Defensoria, CREAS, CRAS, CAPS, Judiciário e demais dispositivos).

O aluno recebe materiais estratégicos: guia de escuta sensível não-revitimizante, guia de coleta de dados, checklist para criação de protocolo, manual de manejo da vítima, instrumentos de avaliação, estudo de caso comentado, mapa mental do ciclo da vi*lência e bibliografia especializada.

Ao final, o participante terá desenvolvido competência para diagnosticar vulnerabilidades interseccionais, estruturar intervenções seguras e implementar fluxos institucionais éticos, reduzindo riscos de revitimização e fortalecendo práticas baseadas em justiça social.

Público alvo

Este curso é destinado a profissionais e estudantes das áreas de Psicologia, Direito, Serviço Social, Saúde, Educação, Recursos Humanos, Segurança Pública e demais campos que atuam diretamente com relações humanas, vi*lência, políticas públicas e gestão institucional.

É especialmente indicado para quem realiza atendimentos clínicos, psicossociais, jurídicos ou institucionais envolvendo vítimas e autores de vi*lência; para profissionais que precisam elaborar protocolos internos de prevenção e enfrentamento à vi*lência; para gestores que desejam implementar práticas de equidade e reduzir riscos institucionais; e para membros de organizações sociais que atuam com direitos humanos e justiça social.

Também é recomendado para terapeutas, cuidadores e profissionais da rede de proteção que buscam aprimorar a escuta qualificada, compreender a dinâmica estrutural da vi*lência (raça, classe, gênero, sexualidade e deficiência) e aplicar ferramentas técnicas como avaliação de risco, entrevista motivacional e comunicação não vi*lenta.

A formação atende tanto iniciantes que desejam base teórica consistente quanto profissionais experientes que buscam aprofundamento técnico, segurança ética e fortalecimento da tomada de decisão em contextos complexos.

Sobre o certificado

O certificado será emitido com carga horária de 16 horas e disponibilizado ao final do curso.

Conteúdo

1Módulo 1: O Olhar Crítico e Biopsicossocial (Base Teórica)

Este módulo estabelece a base conceitual do curso, explorando a transição da Interseccionalidade de um termo acadêmico para uma ferramenta indispensável de justiça social. Baseamos esta unidade na obra de Patricia Hill Collins e Sirma Bilge (2021). O Módulo 1 é a introdução, com o objetivo de se trocar a "lente" através da qual enxergamos o mundo. Deixamos de ver as pessoas como "caixinhas" isoladas e passamos a vê-las como o resultado de múltiplas forças que se cruzam, se relacionam e alteram o funcionamento social. O que o aluno será capaz de fazer após este módulo: ● Diferenciar abordagens de "diversidade simples" de análises interseccionais profundas. ● Identificar como múltiplos eixos de poder moldam a identidade e a experiência do sujeito na sociedade. ● Compreender a Interseccionalidade como um compromisso ético e político com a justiça social
  • Conceitos Principais

  • Material

    28 págs.

2Módulo 2: Estudo de Caso e Análise de Risco (Diagnóstico)

Este é o momento de "tirar a teoria do papel". No Módulo 2, o foco é a aplicação metodológica. Se no Módulo 1 aprendemos o que é a Interseccionalidade, aqui aprendemos a utilizá-la como uma ferramenta de diagnóstico para identificar desigualdades invisíveis em casos concretos. Desenvolver a capacidade analítica para realizar diagnósticos sociais e institucionais. O aluno aprenderá a identificar não apenas "quem" sofre a opressão, mas "como" as estruturas de poder se organizam para gerar riscos e vulnerabilidades específicas. Ao concluir o Módulo 2, o aluno deixará de ter apenas uma compreensão teórica e passará a deter uma capacidade técnica e analítica aplicada. O foco sai do "o que é" e entra no "como identificar e medir. Por meio de Análise, Diagnóstico, Interpretação e fundamentar sua tomada de decisão.
  • M2 A1 - Instrumentos disponíveis de avaliação

    13:09
  • M2 A2 - Instrumentos Disponíveis de Avaliação (Continuação)

    19:27
  • M2 A3 - Instrumentos Disponíveis de Avaliação (Continuação)

    52:15
  • Estudos de Caso

    48:22

3Módulo 3: Técnicas e Manejo Não-Revítimizante (Intervenção Prática)

Módulo 3 é sobre o agir. Ao concluir esta etapa, o aluno deixa de ser um observador crítico para se tornar um agente de transformação. Aqui estão as competências e habilidades que o aluno terá desenvolvido ao final do Módulo 3: 1. Converter Diagnóstico em Práxis (Ação Direta) O aluno será capaz de elaborar planos de ação que não são apenas "genéricos", mas desenhados para as especificidades de cada grupo. ● Na prática: Se o diagnóstico do Módulo 2 apontou uma barreira para mulheres negras em cargos de liderança, o aluno saberá desenhar uma intervenção (seja uma política de cotas, um programa de mentoria específica ou uma reforma no plano de carreira) que ataque a causa raiz identificada. 2. Articular Ações de Resistência e Reivindicação de Direitos O aluno saberá como utilizar a lente interseccional para fortalecer movimentos sociais e demandas jurídicas. ● Na prática: Ele será capaz de formular argumentos para a busca de direitos que considerem a "margem social", garantindo que as políticas propostas alcancem aqueles que estão nas interseções mais vulneráveis, e não apenas o "topo" do grupo minoritário. 3. Liderar e Facilitar a Ocupação de Espaços Baseado na fala de Collins (2021) sobre "ocupar espaços que foram negados", o aluno desenvolverá estratégias para: ● Identificar espaços de poder (conselhos, diretorias, cargos públicos) que carecem de representatividade. ● Criar caminhos sustentáveis para que sujeitos interseccionais não apenas entrem nesses espaços, mas consigam permanecer e decidir. 4. Construir Alianças e Coalizões Estratégicas Uma das maiores habilidades da práxis interseccional é o "coalition building" (construção de coalizões). O aluno será capaz de: ● Unir diferentes grupos (ex: movimento LGBTQIA+, movimento negro e movimentos de classe) em torno de uma pauta comum, sem apagar as diferenças de cada um. ● Mediar conflitos de interesse entre diferentes eixos de opressão para gerar uma força política coletiva. 5. Atuar na Tomada de Decisão com Equidade O aluno terá a segurança necessária para ocupar cargos de tomada de decisão e aplicar critérios de equidade em tempo real. ● Na prática: Em uma reunião de orçamento ou planejamento, ele saberá perguntar: "Quem estamos deixando de fora com esta decisão? Qual subgrupo será mais afetado negativamente?"
  • M3 A1 - Técnicas e Manejo Não-Revitimizante

4Módulo 4: Ética, Responsabilidade e Legislação (Sustentação)

Este módulo funciona como uma "consultoria reversa". O aluno aprende a identificar as armadilhas comuns no uso da Interseccionalidade e como manter a teoria viva e relevante diante de novos cenários sociais e globais. 1. Evitando a "Política de Identidade" Fragmentada Um dos maiores desafios é o risco de a Interseccionalidade ser reduzida a uma "lista de compras" de identidades, onde as pessoas competem para ver quem é "mais oprimido". ● O que o módulo ensina: Collins (2021) alerta que a interseccionalidade não deve ser sobre "quem eu sou" de forma isolada, mas sobre como as estruturas de poder operam. O foco deve permanecer na justiça social e na mudança sistêmica, não apenas na performance da identidade individual. 2. A Crítica à Banalização do Termo O aluno aprenderá a distinguir entre: ● Interseccionalidade Institucional (Vazia): Quando empresas ou governos usam o termo apenas para marketing (o chamado diversity washing), sem alterar as relações de poder. ● Interseccionalidade Crítica: Aquela que realmente mexe na tomada de decisão e na distribuição de recursos. 3. Interseccionalidade no Contexto Brasileiro Nesta parte, aprofundamos a conexão com a realidade local, dialogando com pensadoras como Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro. ● Analisamos como o mito da "Democracia Racial" no Brasil cria desafios únicos para a aplicação da interseccionalidade, exigindo uma linguagem que fale diretamente com a nossa história de colonização e resistência. O que o aluno será capaz de fazer após o Módulo 4? Ao final deste módulo, o aluno terá desenvolvido uma visão estratégica e resiliente, sendo capaz de: ● Blindar Projetos contra Críticas: Saberá responder a questionamentos comuns sobre a teoria, defendendo a importância do recorte de raça, classe e gênero com argumentos sólidos e científicos. ● Evitar Simplificações: Conseguirá manter a complexidade da análise sem deixar que ela se torne paralisante, sabendo priorizar ações que tenham maior impacto sistêmico. ● Promover a Melhoria Contínua: Será capaz de avaliar se uma política interseccional está funcionando ou se ela se tornou "burocrática" e precisa de ajustes. ● Conectar o Local ao Global: Conseguirá aplicar os princípios de Collins (2021) a novos temas que surgem, como a interseccionalidade ambiental (justiça climática) e a interseccionalidade digital (algoritmos e viés racial/de gênero).
  • M4 A1 - Ética, Responsabilidade e Legislação

Professores(as)

Janaína Cintia Alexandre Da Silva Delbão

Janaína Cintia Alexandre Da Silva Delbão

Psicólogo

Psicóloga Forense e Perita (CRP06/190874). Defesa dos Direitos das Mulheres sob ótica Interseccional.

FAQ

O que é o Grupo Cresex?

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O Grupo Cresex é uma iniciativa voltada para formação, pesquisa e extensão em temas relacionados a gênero, diversidade sexual e inclusão social, oferecendo cursos, eventos, atendimento clínico, palestras e materiais educativos.

Quem pode se tornar membro?

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Qualquer pessoa interessada em educação inclusiva, saúde, direitos humanos e diversidade sexual pode se tornar membro. Isso inclui estudantes, profissionais e pessoas da comunidade em geral. Mediante entrevista prévia e pagamento de anuidade.

Quais são os benefícios de ser membro?

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Acesso a cursos exclusivos e materiais de apoio. Participação em eventos e seminários sobre diversidade e inclusão. Certificados de participação em formações. Integração em uma rede de profissionais e estudantes comprometidos com a temática.

Acesso por 1 ano

Até 1 ano de suporte

Estude quando e onde quiser

Protocolos Éticos de Intervenção no Atendimento à Mulher

2x R$ 75,00

era R$ 397,00 R$ 150,00 à vista

DESCONTO DE 62.22%


  • 16 horas de carga horária
  • 8 aulas
  • 4 módulos
  • Última atualização 25/05/2026
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